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A Essência da Pediatria Chinesa
A pediatria tem sido considerada uma especialidade profissional dentro da Medicina Tradicional Chinesa desde a dinastia Song (960 DC) quando o grande médico Qian Yi delineou pela primeira vez as diferenças específicas entre adultos e crianças.
De acordo com a medicina Chinesa, os bebês, tanto anatomicamente quando fisiologicamente, não são apenas adultos em miniatura. Ao invés são imaturos e únicos. Dentre a dúzia ou mais formas em que são diferentes de adultos, uma das mais importantes é que suas digestões são inerentemente fracas. Por causa desta imaturidade e fraqueza inerente na digestão, a medicina Chinesa crê que quase a totalidade das doenças pediátricas de menos de seis anos de idade começam como uma forma de indigestão. Portanto, o corolário disto é que se a pessoa quer manter seus bebês saudáveis, uma dieta bem regulada é de importância fundamental.
Mas antes que o ponto de vista tradicional Chinês faça sentido para uma mãe Ocidental do século 21, devemos em primeiro lugar rever a descrição da medicina Chinesa do que é o processo digestivo. Então, o que eu disser sobre o específico de alimentar os bebês será lógico e claro. Também, o leitor deve estar ciente que a medicina tradicional Chinesa é um sistema médico completo, testado pelo tempo, profissional, que como sistema é completamente sem ligações e diferente da medicina Ocidental. Cada sistema é sistemático somente em relação aos conceitos dentro daquele sistema. Portanto um sistema fechado não deve e não pode ser julgado em relação aos fatos e critérios de um outro sistema fechado. Para mim, o que conta é que a medicina Chinesa como sistema, tem funcionado para um quarto da população do mundo por mais de dois mil anos e em minha experiência, funciona igualmente bem aqui no Ocidente entre não-Asiáticos.
De acordo com a medicina Chinesa, a digestão é um processo de cozimento e destilação. O estômago é comparado a uma panela num fogão ou a um barril de fermentação. O estômago recebe a comida e líquidos que então passa a “apodrecer e amadurecer”. O assim-chamado pâncreas da medicina Chinesa (não confundir com o pâncreas da biologia Ocidental) então separa a parte pura ou clara do processo digestivo da túrbida. Envia a parte pura para cima para o coração e pulmão para se tornarem ki (energia) e sangue (fluídos nutritivos) e envia o túrbido para baixo para ser excretado do corpo como fezes e urina. Portanto a função do pâncreas é “transportar e transformar” e na medicina Chinesa, a transformação implica numa mudança ou destilação através do aquecimento ou do calor. Num sentido, a parte pura do que é digerido surge parecido a um elixir ou espíritos (buquê) durante a destilação do álcool. Quando a digestão é saudável e vai indo bem, o puro surge e o túrbido desce com o máximo de separação e eficiência. O organismo então cria ki e sangue abundantes e excreta todo o lixo metabólico de uma forma oportuna.
Contudo, se a digestão estiver fraca ou ineficiente, o claro e o túrbido não ficam completamente separados e esta turbidez se acumula primeiramente no estômago. Na medicina Chinesa, o claro é yang e o túrbido yin. Quando este yin túrbido se acumula, pode se desenvolver em comida estagnada, umidade e fleuma, todas substâncias yin patológicas e patogênicas. É o acúmulo destas três substâncias túrbidas yin que está na raiz da maioria das queixas pediátricas.
A comida estagnada, uma categoria ou padrão de desarmonia profissionalmente diagnosticada na medicina Chinesa tradicional, causa indigestão, gazes, distensão abdominal, soluço, arrotos, cólicas, vômito de leite ou comida imediatamente depois de comer e prisão de ventre e diarréia. A umidade nos bebês na sua maior parte se manifesta como nariz que corre, babar, e fezes soltas, mas também está associada com erupções cutâneas úmidas e qualquer outra descarga molhada, tal como dos olhos. A fleuma se manifesta como muco, quer dizer, muco nasal e tosse com muco bem como possível muco nas fezes. A comida estagnada fica incompletamente combustada e separada e a umidade são líquidos incompletamente evaporados e destilados. São mutuamente co-produzidos e quando aumentam e congelam, se transformam em fleuma. Na medicina Chinesa, a fleuma é a umidade e a turbidez congeladas produzidas nos bebês através da digestão incompleta.
Quando estas três substâncias yin túrbidas se acumulam, bloqueam o fluxo e circulação do ki (energia) yang nos bebês e adultos. O ki, sendo yang, é quente, movente, e tende a subir. Se sua circulação é impedida por uma substância patológica yin, tende a se transformar em calor patológico, e tal calor tenderá eventualmente a subir. Portanto, a comida estagnada no estômago e intestinos tipicamente se torna comida estagnada mais calor de estômago. A umidade se torna calor úmido, e a fleuma se torna calor fleumático.
Qualquer mãe ou clínico deve neste momento estar reconhecendo as características mais marcantes da maioria das doenças pediátricas: febre, indigestão, muco e descargas úmidas. Todas estas começam como comida e umidade estagnadas. Tomemos por exemplo dores de ouvido, a nêmese do pai Ocidental moderno. De acordo com a medicina Chinesa, existe um caminho interno ou meridiano que conecta o estômago e o intestino no ouvido interno (a rede de meridianos yang ming da mão). Quando a comida estagnada se acumula no estômago e intestinos e eventualmente vira calor, esse calor contraflui para cima por este caminho interno para subir até o cul de sac do ouvido interno onde fulmina.
Ali é experimentada como dor e eventualmente pode haver mesmo uma descarga purulenta do ouvido. Na medicina Chinesa, tal descarga evidencia a presença de umidade e de calor. O tratamento médico tradicional Chinês para dor de ouvido em crianças é, portanto, dirigido em anular tal calor do trato digestivo e fortificando e regulando a digestão, assim reduzindo a febre e detendo a dor.
De forma semelhante, cólica, febre ligada ao nascimento dos dentes, a maioria dos resfriados, vômitos, diarréias, náusea, indigestão e tosse persistente em crianças de menos de seis anos são todas devidas ao mesmo cenário de comida estagnada, umidade e fleuma eventualmente causando o acúmulo de calor que, por sua vez, dá origem à febre. Todas essas doenças pediátricas comuns são bem tratadas pela medicina Chinesa por fitoterapia, remédios pediátricos ou patenteados, tuina (massagem Chinesa remedial infantil), e/ou acupuntura. Contudo, os tratamentos mais importantes, subjacentes e a terapia mais importante, de raiz, é a regulamentação adequada da dieta da criança. Se a pessoa for capaz de aceitar a lógica da descrição acima da digestão e patogênese, então talvez o que virá a seguir também fará sentido, apesar de confessadamente ir contra a crença moderna popular.
Na minha experiência, a comida estagnada em crianças Ocidentais começa com a amamentação de peito desregulada. Isso quer dizer amamentar quando a criança pede. Porque a digestão das crianças é imatura e ineficaz, deve ser permitidos um espaço e tempo adequados para realizar sua tarefa. Se o bebê é alimentado demais e com freqüência demasiada, seu mecanismo de ki que leva para cima o puro e leva para baixo o túrbido se torna entupido e inibido. Isso ocorre não importa qual seja a qualidade do leite materno. Isso quer dizer de acordo com mais de 2000 anos de sabedoria da medicina Chinesa, que mesmo bebês alimentados no peito devem ser alimentados no horário certo, e não porque pedem.
Na medicina profissional Chinesa, a estagnação de comida em crianças é diagnosticada observando a veia na base do dedo índice no aspecto palmar da junta metacarpo-falangeal. Isso é chamado diagnosticando o meridiano das “Três Passadas nas Mandíbulas do Tigre”. Normalmente, somente a veia mais desfalecida e rosada deve estar visível na criança neste ponto. Se esta veia estiver alargada, proeminente e púrpura, isso quer dizer comida estagnada. Se estiver vermelho-púrpura, tal comida estagnada se misturou ao calor patogênico devido à obstrução do ki yang pelo yin túrbido. A maioria das crianças Ocidentais todos têm este sinal de diagnóstico quer tenham sido alimentadas no peito ou por fórmulas se os bebês foram alimentados quando queriam. Se tratados para alimentação estagnada pela medicina Chinesa, essa veia se torna menos proeminente e menos púrpura, e os sintomas ou tendência para ficar doente do bebê também diminuem.
Quando bebês são alimentados na hora certa e não necessariamente quando pedem e seus mecanismos de ki não foram entupidos com comida estagnada e umidade túrbida, o bebê tipicamente fica doente quando a comida sólida é introduzida pela primeira vez. A introdução da comida sólida é uma conjuntura crítica no desenvolvimento da criança. Primeiramente, o leite da mãe é o melhor alimento e a nutrição mais perfeita para recém nascidos. Outros tipos de leite e fórmulas são segundo melhor e podem, portanto, inevitavelmente causarem problemas. Comidas sólidas não precisam ser introduzidas na dieta do bebê até que este os pegue e tente comer por si mesmo. Isso geralmente ocorre ao redor do quinto ao sétimo mês de idade e com freqüência ocorre na mesma época em que a dentição começa. Contudo, comer qualquer outra coisa que não seja leite de peito é uma nova experiência para a criança. Assim como a criança deve ter alcançado um certo nível de desenvolvimento físico antes que possa andar de bicicleta, de forma semelhante comer comidas sólidas também requer um certo nível de desenvolvimento seguido de alguma prática. Todos reconhecemos a necessidade de iniciantes de todas demais atividades de serem especialmente cuidadosos em suas tentativas iniciais. Portanto, bebês devem ser reconhecidos como comedores novatos e devem ser dados uma dieta de iniciantes.
Uma dieta de iniciantes quer dizer escolher e fazer comidas tão facilmente digeríveis quanto possível. Obviamente, o quanto mais aproximada for a comida do leite materno, tanto menos ajustes serão necessários no sistema dos bebês para processar tais substâncias. É por isso que leite de vaca é geralmente melhor para os bebês do que leite de soja. De acordo com a medicina Chinesa, cada comida possui certas características inerentes. Cada comida tem um ou mais sabores inerentes: doce, azedo, amargo, picante ou salgado. Cada comida tem uma temperatura inerente, seja fria, fresca, neutra, morna ou quente. E cada comida tem outras características inerentes que a tornam mais ou menos digeríveis. Por exemplo, algumas comidas são inerentemente umectantes, promovendo a produção de fluídos corporais. Se o processo digestivo não está à altura de transportar e transformar tais fluídos, estes se acumularão e se tornarão umidade e fleuma patológicas.
Já que o processo digestivo está baseado numa transformação quente e é essencialmente o mesmo que o cozimento ou a fermentação na parte interna do corpo, comidas de bebê devem ser quentes por natureza e devem ser cozidas. Não importa se somos bebês ou adultos, não importa o que entre em nossos estômagos deve ser transformado numa sopa de 36 graus centígrados antes que sua essência possa ser extraída e incorporada pelo corpo. Portanto, as primeiras comidas introduzidas devem ser quentes (ou pelo menos neutras), cozidas, em forma de purê, e razoavelmente diluídas. É conveniente que a primeira comida seja uma sopa de arroz diluída. Isso se chama shi fan ou água de arroz em Chinês. É feita cozinhando uma parte de arroz para seis partes de água em temperatura baixa durante várias horas ou durante a noite de um dia para o outro. Depois de várias horas, o arroz se quebra numa sopa fina, leitosa parecida em consistência ao leite materno. Quando a digestão do bebê amadurecer, essa sopa pode ficar menos diluída e mais consistente. Essa sopa pode também ser misturada a leite de peito em garrafa ou fórmula.
Depois de mais um mês mais ou menos, a habilidade do bebê de digerir arroz branco bem cozinhado deve estar bem consolidada. Neste momento, a mãe pode introduzir uma outra comida. Cenouras cozidas são boas, já que de acordo com a medicina Chinesa, elas beneficiam a digestão e fortificam o pâncreas-estômago. Estas devem estar bem cozinhadas, em forma de purê e dadas quentes. Se o bebê mostrar qualquer sinal de transtorno digestivo ou inabilidade de separar o puro do túrbido nesta comida, ela deve ser retirada da dieta durante várias semanas antes de tentar novamente. No intervalo, a digestão do bebê terá se tornado um pouco mais forte devido ao processo natural de amadurecimento.
Cada nova comida deve ser introduzida da mesma forma. Uma comida deve ser sozinha, sem acompanhamentos, uma vez por dia durante uma semana para ver se o bebê a pode absorver. Grãos são naturalmente mais difíceis de digerir e necessitam ser especialmente bem cozinhados. Vegetais são menos difíceis de serem digeridos, mas a família do repolho pode causar gazes (uma das variações de perturbação do ki) e alguns tipos de abóbora podem provocar umidade. As temperaturas médicas Chinesas profissionalmente de 150 comidas podem ser achadas em textos sobre esse assunto.
Isso quer dizer que, de acordo com a teoria médica Chinesa, frutas cruas e vegetais não devem ser a parte principal da dieta de uma jovem criança. Maçãs, por exemplo, são inerentemente frescas e promovem a geração de fluídos, quer dizer, de umidade. Bananas não são somente frescas, mas frias, apesar de poderem limpar o calor e purgar o intestino quando necessário, também tendem a enfraquecer o pâncreas e o estômago. O aipo é fresco, limpa o calor e suga o yang. Isso quer dizer que também tem uma tendência a enfraquecer a digestão, especialmente se o calor correto do pâncreas-estômago for frágil, como é em crianças. Pêras são frescas e geram fluídos que facilmente se transformam em umidade num bebê. E laranjas também são frescas e tendem a criar a umidade. Cozinhar frutas e vegetais geralmente torna uma comida fresca em neutra ou quente. Isso também ajuda a tornar aquela comida um pouco menos úmida.
O sabor doce em si tem a tendência de gerar umidade. Em concentrações diluídas que ocorrem naturalmente, o doce fortifica a digestão e ao corpo como um todo. Mas em forma concentrada, tem o efeito contrário. Enfraquece o pâncreas e impede a digestão sufocando-a a virar fluídos. Portanto, sucos de fruta gelados são especialmente nocivos à saúde da criança, apesar delas os adorarem. Simplesmente beber líquidos demais e, mais ainda, líquidos gelados com outras comidas de difícil digestão, tais como grãos, tenderá a criar uma turbidez úmida. O queijo e a manteiga de amendoim também tendem a criar muita fleuma e umidade devido às suas naturezas inerentemente úmidas. E contudo, são estas as comidas dadas a tantas crianças e infantes por mães Ocidentais que não têm tempo nem sabedoria tradicional e entregam seus filhos durante o dia a creches infantis pelas mesmas duas razões.
Também não é por outra razão que tantas crianças Ocidentais têm dores de ouvido, narizes que escorrem, e tosses persistentes. Nossas crianças são superalimentadas e com freqüência demasiada como recém nascidos e alimentadas em grande parte com comidas erradas durante suas infâncias. Então, quando inevitavelmente adoecem, os antibióticos utilizados para tratar de tais problemas somente enfraquecem ainda mais as digestões dos bebês, sendo, de acordo com a medicina Chinesa, de natureza extremamente fria para que contrabalancem a produção de febre. Antibióticos limpam o calor patogênico, mas ao tempo eles esfriam a quentura correta do pâncreas e do estômago. Isto enfraquece a habilidade do pâncreas de transportar e transformar comidas e líquidos, dando assim origem à umidade aumentada, comida estagnada e fleuma. Estas três substâncias yin então causam o renovado acúmulo de calor, e tal coisa explica a natureza crônica e recorrente de tantas doenças infantis tratadas por antibióticos.
Bebês, bem como adultos, facilmente desenvolvem maus hábitos, tais como comer desnecessariamente e desejar coisas que em última análise não são boas para elas. Que criança não comerá sorvetes até que fique cheia? Mas o sorvete é provavelmente a comida mais deletéria já inventada pela humanidade auto-indulgente. É gelado, dezenas de vezes doce demais e tremendamente úmido, uma combinação desastrosa. Adultos como tal são ditos serem capazes de julgar e supervisionar seus filhos cujo julgamento e experiência de vida são tão fracos e imaturos quanto seus julgamentos.
Bebês não necessitam comer uma variedade de comidas diferentes a cada refeição. Nem necessitam comer todas as frutas, sucos de frutas e vegetais crus, queijos, iogurtes, leites gelados, manteiga de amendoim e doces que são tipicamente permitidos comer no Ocidente. Apesar da ciência nutricionista Ocidental insistir que a maioria destas comidas estarem cheias de vitaminas, cálcio, e proteínas, as palavras sagradas e tidas como contra-senhas da nutrição Ocidental, de fato, bebês e crianças não ficam saudáveis comendo tal dieta. É uma dieta anti-natural que foi desenvolvida somente nos últimos 70 anos mais ou menos. Antes que comida refrigerada fosse transportada pelo país e pelo mundo todo e que estocar tais coisas fosse possível em casa e no mercado, seres humanos nunca tinham tido acesso a tal quantidade de frutas e vegetais que vemos hoje em dia ao entrar num supermercado. O organismo humano e suas necessidades nutricionais evoluíram por dezenas de milhões de anos. Mas no espaço de 70 anos, criamos uma dieta completamente nova que justificamos com a prestidigitação de números, quantas calorias, etc.
Resumindo, perdemos de vista a floresta olhando para árvores. A ciência Ocidental gastou tanto tempo miópico examinando os detalhes da vida que perdeu de vista as amplas generalizações que foram testadas empiricamente por centenas de gerações. A dieta que a medicina Chinesa recomenda é somente a sabedoria antiga de pessoas vivendo tradicionalmente em consonância com a natureza e com as leis do desenvolvimento humano. Se o suco de laranja fosse necessário para que uma criança crescesse num adulto saudável e robusto, então antes destes 70 anos decorridos, teriam havido poucas pessoas no mundo.
O Dr. Chen Li-chen no Hospital de Yue Yang disse que dores de ouvido em crianças não são um problema na China. Médicos Ocidentais dizem que a propensão de crianças para dores de ouvido se deve ao fato anatômico da proximidade de seus tubos de Eustáquio às suas cavidades nasofaríngeas. Se isso fosse assim, então crianças na China teriam tantas dores de ouvido quanto as Ocidentais. Porque não têm se deve à menor prevalência de comida estagnada em bebês na China devido às suas dietas simples e mais sábias.
Médicos Chineses sacodem suas cabeças desanimadamente ao ouvirem como as mães Ocidentais rotineiramente alimentam seus filhos, baseadas em assim chamadas noções científicas Ocidentais. Mesmo mais importante, quando mães Ocidentais alteram as dietas de seus bebês de acordo com sabedoria da medicina tradicional Chinesa delineada acima, seus filhos recobram as saúdes e ficam doentes com menos freqüência.
Uma vez que uma criança fique doente devido ao acúmulo de comida estagnada, umidade e fleuma misturadas ao calor patogênico, a medicina Chinesa tem uma ampla panóplia de tratamentos benignos, humanos e holísticos para restaurar a saúde. Existe um número de remédios pediátricos patenteados Chineses desenhados especificamente para remediar tais condições de calor patológico e turbidez yin que são dosados para administração para crianças e infantes. É necessário que estes sejam prescritos por praticantes competentes profissionalmente treinados da medicina Chinesa. Além disso, acupuntura pediátrica especial e massagem pediátrica infantil também podem tratar de tais condições patológicas uma vez que tenham surgido. Contudo, como foi dito acima, o ajuste correto da dieta da criança é o melhor único remédio preventivo para a grande maioria das doenças pediátricas.
Comer grãos e vegetais bem cozidos, preparados frescos, inclusive biscoitos, pães e macarrão facilmente digeríveis, não é tão simples quanto dar à criança uma cenoura crua e um pedaço de queijo para roer. Nem é um copo de água morno ou na temperatura ambiente tão saboroso quanto um copo de suco de laranja ou maçã gelado. Nossa cultura nem apóia o tempo que leva para comprar e preparar comidas frescas cozidas nem possui a disciplina que é necessária para comer o que é correto e não apenas o que nos agrada. A medicina Chinesa está baseada na Doutrina do Meio e nós vivemos em épocas extremas. Mas dezenas de milhões de anos de evolução não podem ser negados. Se quisermos ver nossas crianças saudáveis, devemos começar melhorando suas dietas. Isso quer dizer retornar à nossa sabedoria nutricional tradicional. A terapia dietética Chinesa não tem valor pelo fato de ser Chinesa e com isso exótica. É valiosa porque funciona. Porque simplesmente a medicina tradicional Chinesa raciocinou claramente as razões de porque funciona e 2000 anos de históricos de casos substanciam tais razões.
Curiosamente, naturopatas Ocidentais também identificam trigo, produtos derivados de leite, milho, produtos de soja, carnes vermelhas, açúcar, e sucos de frutas como as “alergias” pediátricas de comida ligadas com as dores de ouvido recorrentes de crianças. Cada uma destas comidas é, de acordo com a medicina Chinesa, ou difícil de ser digerida, ou úmida, fleumática, e/ou danificadora ao pâncreas. Apesar de naturopatas Ocidentais poderem ter uma explicação diferente de porque estas comidas estarem ligadas a dores de ouvido – resposta alérgica – ainda assim, suas identificações de comida a comida demonstra a universalidade do que a medicina Chinesa tem a dizer.
A medicina Chinesa não é apenas medicina popular. É uma medicina altamente especializada e profissional baseada numa teoria racional testada por milênios de experiência empírica e clínica. Como tal, é a medicina especializada mais antiga e continuamente praticada no mundo. Sua marca característica são suas teorias de senso comum logicamente derivadas de uma observação direta e generalizada da natureza. Essas teorias humanas e gerais são como um mapa do tesouro para a humanidade atolada num marasmo de detalhes científicos.
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